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Perder peso é psicológico ou físico?

Na última contagem, a palavra ‘dieta’ rendeu na internet mais de 157 milhões de páginas da internet sobre planos de dieta, pílulas de emagrecimento, receitas fitness e dicas de como perder peso vindas de instituições de saúde, empresas de dieta e profissionais de nutrição de todo mundo. 

E, no entanto, estamos nos aproximando do pico de uma epidemia de obesidade que está causando sofrimento mental e depressão indescritíveis. Ela também causa doenças debilitantes, cada vez mais associadas a pessoas com sobrepeso ou obesidade. 

Com tanta informação disponível sobre a perda de peso, por que ainda tem de ser assim? 

Essa tendência é implacável e perde apenas para o tabagismo em termos de causa de morte prematura auto infligida, mas se deixarmos ela seguir seu curso, nos próximos cinco anos, a obesidade certamente ocupará o primeiro lugar. A evolução natural é implacável em sua rota. Ela só permite que os mais aptos sobrevivam e a tendência que vemos hoje é sua reação natural aos efeitos de uma dieta que claramente não é adequada para o bem-estar do corpo e da mente.

Só precisamos parar e olhar ao redor, para ver que existe um problema muito sério

Não há necessidade de estatísticas, relatórios ou notícias de qualquer mídia para nos dizer isso. 

É claro que nós, como indivíduos, temos que fazer uma mudança em nossos hábitos se temos a menor intenção de reverter nossa tendência atual de obesidade. A responsabilidade final recai sobre cada um de nós quando agimos em nosso próprio benefício.

Temos que aceitar o fato de que a indústria de alimentos é uma contradição, no sentido de que vende ambos os produtos para perder peso junto com os produtos que nos causam excesso de peso ou obesidade em primeira instância. Isso parece bem óbvio em nossos supermercados hoje. 

Parece natural para o ser humano o fato do lucro ter um peso maior do que a saúde. Isso é evidente em muitas indústrias ao redor do mundo, e está longe de ser algo circunscrito aos grupos de dieta. 

Devemos também falar sobre as empresas de dietas. Embora elas tenham um ar perene de interesse e preocupação sobre nosso bem estar, na realidade são totalmente dependentes de nossa falha em dietas para a sobrevivência de seus negócios. 

Se eles fossem bons no que fazem, seus negócios certamente fracassariam. 

Então, em quem podemos confiar além de nós mesmos? A evidência está clara – não precisa de debate.

Podemos ter uma ajuda nisso, mas será em algum momento no futuro, não agora. 

Com a compreensão cada vez maior do genótipo humano e da engenharia genética, a ciência está cada vez mais próxima da possibilidade de criar uma droga maravilhosa. Mas daí pensamos, “quem é que gostaria de tomar remédios para dieta, meio que diariamente, só porque não entende a diferença do alimento para o qual nosso corpo foi projetado e o alimento que na realidade comemos? Por que é que comemos demais conscientemente quando sabemos que isso é ruim para nós e estamos fazendo mal a nós mesmos? Por que é que a única hora que escolhemos ignorar nossa comida ideal é hora em que comemos a comida não ideal? 

Então, é uma coisa psicológica, uma coisa física ou as duas coisas?

Para responder a isso, devemos primeiro olhar para a mudança que houve em nossa dieta nos últimos 50 anos. 

As tendências de consumo de carboidratos refinados, como o açúcar, aumentaram dramaticamente, mas, ao mesmo tempo, o consumo de gorduras e proteínas permaneceu razoavelmente estável. As gorduras saturadas realmente se tornaram (e ainda são) um problema, embora felizmente atualmente o consumo em geral de gorduras saturadas tenha caído um pouco, mas ainda continua sendo um problema.


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Muitos estudos (especialmente os associados à pesquisa sobre como a dieta Atkins operava), revelaram que o efeito dos carboidratos e gorduras refinadas tem uma forma de dependência associada a eles. Estudos demonstraram que os açúcares refinados têm o efeito de destruir o equilíbrio perfeito do nível de glicose na corrente sanguínea. Isso, por sua vez, tem um efeito prejudicial em nossa atividade hormonal, como a insulina e o glucagon, os responsáveis ​​por manter o nível de glicose em nível normal após uma “onda” de ingestão de carboidratos refinados em nossa dieta. Esses níveis aceitáveis ​​de glicose na corrente sanguínea são mantidos em margens surpreendentemente estreitas.

Açúcares refinados, portanto, levam a uma atividade hormonal excessiva em sua tentativa de restaurar a homeostase. Essas “oscilações” não naturais na atividade hormonal costumam causar mudanças de humor, desde estarmos felizes e contentes até estarmos tristes, nervosos e até mesmo com sentimentos de ansiedade ou pânico. 

A exposição prolongada a essas oscilações hormonais muitas vezes pode fazer com que todo o processo se torne menos eficaz e, subsequentemente, o diabetes pode ser o resultado final disso.

E os outros estudos? O que mostram?

Outros estudos mostraram surpreendentemente que o efeito de comer quantidades significativas de gorduras na verdade leva a uma reação corporal inesperada. Você pensaria que comer alimentos ricos em gorduras teria o efeito de saciar a sensação de fome, correto? Entretanto, surpreendentemente, a pesquisa médica mostrou justamente o oposto. 

Ensaios clínicos demonstraram que os alimentos ricos em gorduras induzem as pessoas a comer mais (e não menos). Os resultados de tais experimentos foram inovadores, pois contradizem completamente o pensamento nutricional da época.

Também é interessante saber que outros estudos médicos sugerem que os alimentos ricos em proteínas foram associados à resposta que indica que você consumiu alimentos suficientes. Em outras palavras, acredita-se que as proteínas, de alguma forma, desencadeiam a resposta “estou cheio”.

E então, é claro, há aquela grande mudança em nosso gasto de energia. Antes, costumávamos caçar e coletar comida, e agora, vamos ao supermercado local para comprá-la, ou, o que é pior, pedimos para que seja entregue em nossa casa. A comida mudou de escassa para abundante (pelo menos para nós), e mudamos nosso status na natureza de ‘ativos’ para relativamente ‘dormentes’. Estamos nos movendo menos e comendo mais. O que devemos esperar disso?

E muitos acreditam que mesmo o ato de não se exercitar pode desencadear a resposta corporal para diminuir o metabolismo e construir camadas de gordura sob a pele. Isso se deve por 2 razões principais (ambas ligadas à sobrevivência): 

  1. em termos evolutivos, pode ser que você seja incapaz de “caçar” e, portanto, incapaz de garantir comida. Reduzir a taxa metabólica do corpo faz todo o sentido para preservar a energia. 
  2. se houver comida disponível durante um período de inatividade, não faz muito sentido colocar camadas de gordura sob a pele para reter o calor corporal e garantir uma fonte de energia durante os potenciais “tempos de escassez”. 

Faz total sentido isso, é um design perfeito nosso corpo e ainda não o entendemos; e quando o entendemos, optamos por ignorar os sinais de aviso que o corpo está oferecendo.

Em essência, portanto, é muito claro que parte do problema no mundo das dietas que nós estamos enfrentando é certamente físico. 

Algo que está ligado à interação dos tipos de alimentos que ingerimos com aqueles que são predestinados ao nosso corpo. E  certamente, ao longo dos últimos 50 anos, nossa dieta mudou completamente do que era nos últimos 100 mil anos. Então podemos dizer que estamos no século 21 e nosso corpo ainda está na ‘Idade da Pedra’.

A evolução é um processo lento. Ao longo de milhões de anos, a relação e a reação dos produtos químicos em nossa alimentação com as células do corpo humano foram cimentados e moldados por eras de tempo.

Então, somos nós que precisamos mudar… porque a natureza não vai nos mudar pelos próximos milhares de anos…

Assimile seu corpo, coma o que seu corpo foi criado para assimilar e uma perda de peso bem-sucedida com certeza acontecerá…

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